A Escassez de Água no Planeta

A escassez de água já é realidade em muitas regiões do mundo e, atualmente, desponta como um dos problemas mais preocupantes. A razão é simples: a água é essencial à vida, ao equilíbrio do nosso planeta e ao funcionamento de qualquer sociedade.

Segundo estudos, cerca de 15% da população mundial não tem acesso à água – e este número tende a crescer nas próximas décadas. Recentemente, tivemos um grave quadro de escassez no estado de São Paulo, o que avivou a certeza de que é preciso gerir adequadamente os recursos hídricos e despertar a consciência ambiental, até mesmo em países com grande potencial hídrico (caso do Brasil).

AS RAZÕES DA ESCASSEZ

É muito difícil imaginar um futuro sem água, já que ela recobre mais de 70% da superfície terrestre. Mas se a Terra é, na verdade, o “planeta água”, por que há então a escassez?

Responder a esta pergunta não é tão simples. Mas, inicialmente, é importante destacar que há fatores econômicos, sociais e geográficos associados à falta de água. Embora haja tanta água em nosso planeta, apenas 2,5% é doce e, desse pequeno percentual, apenas 20% pode ser, de fato, usado para o consumo.

O ciclo da água, em tese, faria com que a quantidade de água disponível se mantivesse constante, devido à renovação. Entretanto, fatores como o desperdício, o uso excessivo nas indústrias e na agropecuária, a má gestão dos recursos hídricos, a poluição ambiental e o próprio aumento do consumo (com o aumento da população) são responsáveis pela escassez.

Vale ressaltar que a escassez de água não é exclusivamente produto da ação humana. A distribuição geográfica dos recursos hídricos não é igualitária em nosso planeta. Países como o Brasil e o Canadá, por exemplo, têm grande potencial hídrico enquanto regiões da África e do Oriente Médio têm potencial muito limitado. Quando a questão geográfica se associa a problemas sociais, como falta de infraestrutura, pobreza e alto crescimento populacional, ocorre o chamado estresse hídrico – caso crítico de escassez, que ocorre na África Subsaariana, por exemplo.

PROBLEMAS E SOLUÇÕES

As consequências da falta de água podem ser realmente catastróficas. A escassez prejudica a produção de alimentos e o crescimento econômico de uma sociedade. Em países como o Brasil, em que a produção de eletricidade depende das hidrelétricas, várias regiões podem lidar também com a falta de luz.

Em casos críticos de escassez, há um elevadíssimo número de mortes por sede e doenças relacionadas à falta de saneamento básico. Estimativas apontam que 2,2 milhões de pessoas morrem por ano devido a doenças causadas pelo consumo de água contaminada, como a cólera.

Além dos problemas citados anteriormente, é possível que ocorram novos conflitos pela água. No Oriente Médio, por exemplo, palestinos e israelenses continuam em guerra pelos lençóis da Cisjordânia.

Não está descartada uma crise global de água nas próximas décadas. É preciso pôr em prática uma série de medidas efetivas para lidar com um problema desta ordem. Acima de tudo, a gestão dos recursos hídricos precisa ser consciente. A falta de infraestrutura no transporte da água dos reservatórios para as cidades ocasionam grandes vazamentos – o que pode ser atenuado com controle e investimento.

De igual maneira, é essencial desenvolver técnicas mais econômicas e sustentáveis na agropecuária e na produção industrial, pois esses setores consomem quantidades enormes de água. Medidas individuais que combatam o desperdício também devem ser estimuladas. Tais práticas sem dúvida contribuem para a preservação deste recurso tão básico – e cada vez mais precioso.

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