And Death Shall Have no Dominion – Dylan Thomas (Tradução)

E a morte não terá nenhum domínio

Tradução: Murilo Rafael

E a morte não terá nenhum domínio
Os homens são iguais – mortos, despidos,
ao caminho do vento e do luar.
Com seus ossos tão alvos esquecidos.
Estrelas surgirão de mãos e pés
Onde há loucura então há lucidez.
Afundar e emergir mais uma vez.
O amor há de reinar sobre o extermínio.
E a morte não terá nenhum domínio.

E a morte não terá nenhum domínio.
À mercê dos redemoinhos do mar,
Os homens já não morrerão ao vento
Girando nos ecúleos, vai-se a força
Mas não se quebrarão quando esmagados.
A fé há de tornar-se esterquilínio
E os males do unicórnio os cercarão
Dilacerados, não se partirão
E a morte não terá nenhum domínio.

E a morte não terá nenhum domínio.
Não se ouvirão os gritos das gaivotas.
Ou as ondas sonoras pelas praias.
Onde uma flor, nenhuma outra flor
Erguerá a cabeça contra a chuva
A chuva louca e morta como pregos
As cabeças martelam margaridas
Abrindo o sol – o sol posto em declínio
E a morte não terá nenhum domínio.

And death shall have no dominion

And death shall have no dominion.
Dead men naked they shall be one
With the man in the wind and the west moon;
When their bones are picked clean and the clean bones gone,
They shall have stars at elbow and foot;
Though they go mad they shall be sane,
Though they sink through the sea they shall rise again;
Though lovers be lost love shall not;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
Under the windings of the sea
They lying long shall not die windily;
Twisting on racks when sinews give way,
Strapped to a wheel, yet they shall not break;
Faith in their hands shall snap in two,
And the unicorn evils run them through;
Split all ends up they shan’t crack;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
No more may gulls cry at their ears
Or waves break loud on the seashores;
Where blew a flower may a flower no more
Lift its head to the blows of the rain;
Though they be mad and dead as nails,
Heads of the characters hammer through daisies;
Break in the sun till the sun breaks down,
And death shall have no dominion.

Dylan Thomas

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