Resumo do Texto “Mercados que Desglobalizam: o Cinema Latino-americano como Minoria”

Texto: CANCLINI, Nestór García. Mercados que desglobalizam: o cinema latino-americano como minoria. In: ______. Diferentes, desiguais e desconectados: mapas da interculturalidade. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2005.

RESUMO LIVRE

O texto trata, em linhas gerais, da articulação de três fatores: o aspecto excludente do processo globalizante; a conversão de conjuntos populacionais majoritários em minorias (no contexto global); e a distinção entre minorias demográficas e minorias culturais. O autor discute tais ideias por meio da análise da circulação e aceitação de produtos culturais “minoritários” (em especial dos cinematográficos) no âmbito transnacional.

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Musicais: Os Saltimbancos Trapalhões

OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES (Brasil, 1981)
Direção: J. B. Tanko
Roteiro: J. B. Tanko e Gilvan Pereira (baseado na peça teatral Os Saltimbancos, de Sergio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov, com tradução e adaptação de Chico Buarque)
Música: Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov
Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum, Zacarias, Lucinha Lins

Fruto da improvável parceria entre Chico Buarque e Os Trapalhões, Os Saltimbancos… alia a singeleza da trupe (em seus tempos áureos) ao brilhantismo das canções.

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A Verdade Inventada em Mutum

Em Campo Geral, novela publicada em 1956, João Guimarães Rosa retrata com lirismo e sensibilidade únicos o universo infantil de Miguilim, menino que vive no Mutum, local isolado no sertão de Minas Gerais. O autor concentra a narrativa no olhar atônito de Miguilim sobre o que se passa à sua volta e em suas tentativas de compreender os absurdos da vida.

Mutum (2007), primeiro filme de ficção da documentarista Sandra Kogut, procura recriar visualmente a história de Miguilim, mantendo certos aspectos essenciais da novela. A tarefa é complicada. Sandra, no entanto, acerta ao afirmar que o filme é uma conversa com o livro de Guimarães Rosa, e não uma tentativa de adaptação fiel (o que, em última análise, seria impossível).

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Resumo do texto “Modo de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também”

Obra: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Nunca fomos humanos: nos rastros do sujeito. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

Texto: ELLSWORTH, Elizabeth. Modo de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também.

Modo de endereçamento é um termo dos estudos de cinema que pode ser definido pela seguinte pergunta: quem este filme pensa que você é?

Elizabeth Ellsworth aborda alguns possíveis significados do modo de endereçamento: 1) algo inerente ao texto do filme e que age sobre o espectador; 2) um evento resultante da interação entre o texto do filme e o espectador; 3) um conceito que pode ser aplicado também a outras áreas (educação, estudos culturais, psicanálise).

Os produtores de determinado filme idealizam o tipo de indivíduo para o qual sua obra é endereçada. Essa idealização deixa marcas intencionais e não intencionais ao longo do filme. Assim, um filme seria composto não apenas de imagens e de trama, mas também de uma estrutura de endereçamento voltada para um espectador idealizado.

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Musicais: Cabaret

CABARET (EUA, 1972) 
Direção e coreografia
: Bob Fosse
Roteiro: Jay Allen (baseado no musical Cabaret, de John Kander, Fred Ebb e Joe Masteroff)
Música: John Kander e Fred Ebb
Elenco: Liza Minnelli, Joel Grey, Michael York, Helmut Griem

Na Berlim do começo dos anos trinta, em plena ascensão nazista, a americana Sally Bowles (Liza Minnelli) trabalha como cantora no Kit Kat Club e sonha com fama e fortuna. Ao longo do filme, Sally forma um estranho triângulo amoroso com o acadêmico inglês Brian Roberts (Michael York) e o aristocrata alemão Maximilian von Heune (Helmut Griem).

Mas nada disso importa. Ou melhor: nada disso teria a força que tem, não fossem os bizarros números musicais apresentados no palco do Kit Kat Club. O Kit Kat Club, por sua vez, não seria o mesmo sem Joel Grey como Mestre de Cerimônias. Se a vida é um cabaré, Joel é o deus malévolo que rege o espetáculo – um deus de pó de arroz, batom vermelho, bengala e gravata-borboleta.

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