Gênero Gramatical: Tradição Normativa e Linguística Moderna

Nessa postagem, analisaremos as questões voltadas à realização do gênero considerando a abordagem tradicional e os estudos linguísticos.

Os gêneros existentes na Língua Portuguesa (masculino e feminino) existem por uma imposição gramatical e não apenas para a distinção de sexo. Todos os substantivos possuem gênero, até mesmo quando representam seres assexuados ou conceitos abstratos.

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A Linguagem da Língua – Signo Linguístico

Ferdinand de Saussure (1857-1913)

os signos linguísticos são convencionais. Já parou para pensar nisso? Ao longo do tempo, cada povo define socialmente como irá chamar as coisas à sua volta. Cada um tem sua maneira particular de representar (gráfica ou sonoramente) os objetos e ideias que compõem o seu universo. O que é “AMOR” para nós, brasileiros, é “LOVE” para americanos e “AMOUR” para franceses. Mais importante do que admitir que os signos sejam definidos por convenção é entender a fundo o que tal pensamento implica. Todos esses pontos estão presentes nas ideias de Ferdinand de Saussure, pai da Linguística Moderna.

Para Saussure, um signo (seja linguístico ou não) possui dois componentes fundamentais, associados entre si: um significante (imagem acústica) e um significado (conceito). O primeiro reside no plano da forma; o segundo, no do conteúdo. No caso das palavras, ao escrevermos ou pronunciarmos “CASA”, somos imediatamente levados a um conceito, que é, grosso modo, a representação que fazemos de “CASA”, o que entendemos por “CASA”. Ocorre que dificilmente há uma relação lógica entre a escolha de um significante para determinado significado. O significante seria apenas um portal de acesso ao conceito real, mas nem a sua grafia nem a sua pronúncia têm a ver com a coisa em si.  Por esta razão, um americano chama o mesmo conceito a que nos referimos de “HOUSE” (forma completamente distinta para a mesma ideia). Mas vale lembrar que toda regra tem sua exceção e algumas palavras são criadas com base em alguma semelhança com o objeto. É o caso, por exemplo, do …

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Classes e Funções Gramaticais

Os estudos linguísticos apontam que as diferenças entre classes e funções gramaticais são essenciais à análise descritiva de determinada língua. Em geral, as gramáticas normativas pouco elucidam sobre essa questão, de modo que os conceitos de classe e função, por vezes, parecem se confundir.

Segundo Perini (1996), é importante entender que a definição de classe se relaciona ao potencial funcional semelhante que um conjunto de palavras possui. Por outro lado, a função de um dado grupo será definida com base no contexto específico. Assim, utilizar as classes gramaticais como critério básico da análise descritiva se justifica pelo fato de ser possível prever quais funções essas classes poderão executar.

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Adjetivo – Conceito e Classificações

Na concepção tradicional, o adjetivo é um caracterizador do substantivo, capaz de lhe indicar atributos, modos de ser, estados ou aspectos. Ele tem a função de singularizar o substantivo através da sua diferenciação.

Ex.: homem inteligente; casa arejada; muro alto

CLASSIFICAÇÕES DOS ADJETIVOS

– Pátrios: são os adjetivos que indicam a origem, a nacionalidade, a pátria ou o lugar de determinado substantivo. Geralmente, são derivados dos próprios nomes a que se referem.

Ex.: Brasil/brasileiro; Arábia/árabe; Pérsia/persiano, pérsico, persa.

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