Musicais: Os Saltimbancos Trapalhões

OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES (Brasil, 1981)
Direção: J. B. Tanko
Roteiro: J. B. Tanko e Gilvan Pereira (baseado na peça teatral Os Saltimbancos, de Sergio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov, com tradução e adaptação de Chico Buarque)
Música: Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov
Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum, Zacarias, Lucinha Lins

Fruto da improvável parceria entre Chico Buarque e Os Trapalhões, Os Saltimbancos… alia a singeleza da trupe (em seus tempos áureos) ao brilhantismo das canções.

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Musicais: Cabaret

CABARET (EUA, 1972) 
Direção e coreografia
: Bob Fosse
Roteiro: Jay Allen (baseado no musical Cabaret, de John Kander, Fred Ebb e Joe Masteroff)
Música: John Kander e Fred Ebb
Elenco: Liza Minnelli, Joel Grey, Michael York, Helmut Griem

Na Berlim do começo dos anos trinta, em plena ascensão nazista, a americana Sally Bowles (Liza Minnelli) trabalha como cantora no Kit Kat Club e sonha com fama e fortuna. Ao longo do filme, Sally forma um estranho triângulo amoroso com o acadêmico inglês Brian Roberts (Michael York) e o aristocrata alemão Maximilian von Heune (Helmut Griem).

Mas nada disso importa. Ou melhor: nada disso teria a força que tem, não fossem os bizarros números musicais apresentados no palco do Kit Kat Club. O Kit Kat Club, por sua vez, não seria o mesmo sem Joel Grey como Mestre de Cerimônias. Se a vida é um cabaré, Joel é o deus malévolo que rege o espetáculo – um deus de pó de arroz, batom vermelho, bengala e gravata-borboleta.

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Musicais: O Baile

O BAILE [LE BAL] (Itália/França/Argélia, 1983)

Direção: Ettore Scola
Roteiro: Jean-Claude Penchenat, Ruggero Maccari, Furio Scarpelli, Ettore Scola
Música: Vladimir Cosma
Coreografia: D’Dee
Elenco: Nani Noël, Liliane Delval, Chantal Capron, Étienne Guichard, Marc Berman, Jean-François Perrier

Quase cinquenta anos da história da França (da década de 30 à década de 80) contados apenas pela interação entre os frequentadores de um salão de baile, embalada por canções representativas de cada época, sem diálogo algum. Falando assim pode parecer entediante. Mas não é.

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Musicais: Dançando no Escuro

Quem não gosta de filmes musicais normalmente justifica sua aversão argumentando que “na vida real ninguém começa a cantar e dançar de repente”. Os detratores do gênero também o associam de imediato às tramas pueris e românticas características de sua Era de Ouro (final dos anos quarenta, anos cinquenta e início dos anos sessenta). Eles estão certos. E não estão.

Muitas vezes, o que se entende por um musical típico é, sim, “água com açúcar”. Sim, os atores cantam e dançam sem razão aparente, porque os números musicais são, em maior ou menor grau, o fio condutor da história – servem para avançar o enredo ou expressar o estado de espírito das personagens.

Existem, porém, musicais e musicais. Não há nada de errado com clássicos americanos como Cantando na Chuva (1952), Cinderela em Paris (1957), A Noviça Rebelde (1965) ou Minha Bela Dama (1964), por exemplo (sendo esse último especialmente incrível). Quero me ater, no entanto, a comentar alguns filmes que, por um motivo ou outro (contexto histórico, local de produção, estilo do realizador…), fogem ao estereótipo.

Esta postagem traz a primeira de uma série de sugestões de musicais “alternativos”. Atenção: pode conter spoilers!

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