And Death Shall Have no Dominion – Dylan Thomas (Tradução)

E a morte não terá nenhum domínio

Tradução: Murilo Rafael

E a morte não terá nenhum domínio
Os homens são iguais – mortos, despidos,
ao caminho do vento e do luar.
Com seus ossos tão alvos esquecidos.
Estrelas surgirão de mãos e pés
Onde há loucura então há lucidez.
Afundar e emergir mais uma vez.
O amor há de reinar sobre o extermínio.
E a morte não terá nenhum domínio.

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For the Year of the Insane – Anne Sexton (Tradução)

Para o ano dos insanos
uma oração

Tradução de Ana Santos 

Ó Maria, frágil mãe,
ouve-me, ouve-me agora,
embora eu não saiba tuas palavras.
O rosário negro com seu Cristo de prata
jaz profano em minha mão,
pois sou a que não crê.
Cada conta é redonda e firme entre meus dedos,
um pequeno anjo negro.
Ó Maria, concede-me essa graça,
essa travessia,
embora eu seja feia,
submersa em meu passado
e minha loucura.
Embora haja cadeiras,
deito-me no chão.
Só minhas mãos estão vivas
e tocam contas.
Palavra por palavra, tropeço.
Novata, sinto tua boca tocar a minha.

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Blues do Funeral / Funeral Blues – W.H. Auden

Blues do Funeral 
Tradução: Murilo Rafael. 

O cão, por algum osso, se conforte,
aquietem-se relógio e telefone.
Não mais pianos… Venha o som da morte
com o féretro que a todos emocione.

O rastro de aviões qual borboleta
escreva “ele morreu” em nuvens puras.
Vistam os pombos de gravata preta
e os guardas usem luvas muito escuras.

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