Tropicalismo

Tropicalismo ou Tropicália foi um movimento cultural que ocorreu no final da década de 60, liderado pelos cantores-compositores baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil. Seu marco inicial foi o III Festival de MPB da TV Record (outubro de 1967), em que Caetano e Gil interpretaram as canções Alegria, alegria e Domingo no parque, respectivamente.

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A Linguagem da Literatura – Manoel de Barros

Manoel de Barros. Nascido no Mato Grosso, em 1916, Manoel de Barros já figura entre os mais representativos poetas da Literatura Brasileira. Situada no Modernismo (ou na “vanguarda primitiva”, como o próprio autor gosta de situá-la), sua obra destaca-se por um lirismo que nos emociona, pelo jeito com que ele lapidou a língua a favor da sua origem rural e por ter traduzido em vida e em cor o Mato Grosso como ninguém. Justamente por ser tão particular, tornou-se universal. No poema intitulado Soberania, disse-nos o poeta:

“… Botei um pouco de inocência na erudição. Deu certo. Meu
olho começou a ver de novo as pobres coisas do
chão mijadas de orvalho. E vi as borboletas. E
meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam
o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no
corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas
podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as
próprias asas. E vi que o homem não tem soberania
nem pra ser um bentevi”

A atitude de “botar um pouco de inocência na erudição” é justificada, em versos anteriores do poema, pelo impacto que uma ideia causou ao poeta. Ele ficou “alcandorado” quando leu que “a imaginação é mais importante do que o saber”, famosa frase de …

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Parnasianismo

O Parnasianismo foi um movimento poético surgido no final do século XIX, contemporâneo do Realismo e do Naturalismo. Dominou a poesia brasileira até a consolidação do Modernismo.

“Parnaso” (1497), Andrea Mantegna

CONTEXTO HISTÓRICO:

– conjunção de ideais opostos à literatura romântica, com a influência de conceitos oriundos do Positivismo (valorização da ciência)
– abolição da escravatura
– Proclamação da República

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Simbolismo

“Édipo e a Esfinge” (1864), Gustave Moreau

O Simbolismo foi um movimento artístico que se desenvolveu na França no final do século XIX como oposição ao Realismo e ao Naturalismo, predominantes à época. As obras simbolistas destacam-se na Literatura, no Teatro e nas Artes Plásticas.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS:

– Estética voltada a temas místicos e aos mistérios da alma humana;
– Subjetividade e Transcendentalismo;
– Musicalidade (é comum o uso de figuras de linguagem como a aliteração e a assonância);
– Ênfase na produção intuitiva, desvinculada da lógica e da razão;
– Rejeição à crítica social e à materialidade, comuns ao Realismo/Naturalismo.

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Romantismo – Gerações Românticas

O Romantismo foi a primeira vertente literária ocidental a rejeitar o modelo clássico. Esta ruptura reflete uma busca por uma produção original, baseada em mitos próprios, e não em clichês e imitações. Também se rejeita o “normativismo” disciplinador da estética e as produções são norteadas fundamentalmente pela liberdade criativa.

Ainda como reflexo da ruptura anticlássica, nota-se a substituição dos temas universalistas por temas locais. Muitas vezes o Romantismo tende para a literatura tópica, com a análise da história, da paisagem e dos costumes regionais.

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Questão Comentada – Romantismo – 2ª Geração

QUESTÃO CONSULTEC/UESB

Derramai-vos, prantos meus!
Dai-me prantos, ó meu Deus!
Eu quero chorar aqui!
Em que sonhos de ebriedade
No arrebol da mocidade
Eu nesta sombra dormi!
Passado, por que murchaste?
Ventura, por que passaste
Degenerando em saudade?
Do estio secou-se a fonte,
Só ficou na minha fronte
A febre da mocidade.

AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos. São Paulo: FTD, 1994. p. 90.

A geração romântica a que pertenceu Álvares de Azevedo voltou-se para o cultivo de uma poesia marcada pela subjetividade e pela expressão dos desejos mais íntimos. Esse poema é um exemplo disso porque expressa

A) a realização, na maturidade, de um sonho acalentado na juventude.
B) a desilusão fruto da consciência da brevidade das coisas.
C) a relação amorosa — no plano da idealização — como desprovida de defeitos.
D) a solidão como um estado que pode ser superado pela fé em si mesmo e em Deus.
E) a ânsia de escapar para um passado distante e idealizado.

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Questão Comentada Enem – Simbolismo – Cruz e Sousa

QUESTÃO ENEM

Cárcere das almas

Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.

Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.

Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!

Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!

CRUZ E SOUSA, J. Poesia completa. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura / Fundação Banco do Brasil, 1993.

Os elementos formais e temáticos relacionados ao contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema Cárcere das almas, de Cruz e Sousa, são

A) a opção pela abordagem, em linguagem simples e direta, de temas filosóficos.
B) a prevalência do lirismo amoroso e intimista em relação à temática nacionalista.
C) o refinamento estético da forma poética e o tratamento metafísico de temas universais.
D) a evidente preocupação do eu lírico com a realidade social expressa em imagens poéticas inovadoras.
E) a liberdade formal da estrutura poética que dispensa a rima e a métrica tradicionais em favor de temas do cotidiano.

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