Matrizes Energéticas – Energia Nuclear

A energia nuclear é a energia obtida de reações nucleares, principalmente através dos processos de fusão e fissão. Atualmente, essa forma de energia ganha destaque em todo o mundo, pois é uma alternativa viável do ponto de vista econômico e gera pouco impacto ambiental.

UTILIZAÇÃO DA ENERGIA NUCLEAR

Nas usinas nucleares, ocorre a produção de energia elétrica por meio da fissão do urânio. A fissão nuclear consiste em atirar um nêutron em um elemento radioativo. Como consequência, o elemento em questão se divide em dois novos elementos, gerando grande quantidade de energia.

O processo não emite gases poluentes que intensificam o efeito estufa e, embora os elementos radioativos não sejam propriamente renováveis, eles demorariam grande tempo para se esgotar. Ainda que exija tecnologia de ponta, o custo-benefício faz com que o uso da energia nuclear seja considerado vantajoso.

A França, o Japão e os Estados são os países que mais utilizam a energia nuclear para a produção de eletricidade. Estima-se que 80% da energia elétrica da França provenham de reatores nucleares. No Japão, a porcentagem é de 30%.

O Brasil possui as usinas nucleares Angra I e Angra II, localizadas no Rio de Janeiro, e continua investindo nessa tecnologia (Angra III está em desenvolvimento). Mesmo que essa matriz seja pouco expressiva em nosso país (em comparação com as hidrelétricas), ela já supre cerca de 3% da demanda de eletricidade.

RISCOS DA ENERGIA NUCLEAR

A energia nuclear está claramente em expansão e obteve grande crescimento nas últimas décadas. Entretanto, muitas questões são levantadas a respeito dessa matriz. A primeira delas está ligada à finalidade. Não podemos esquecer que o domínio da tecnologia nuclear possibilitou o desenvolvimento das bombas atômicas. Atualmente, há forte pressão internacional contra os programas nucleares do Irã e do Paquistão, por exemplo, sob a alegação de que esses países almejam não apenas à geração de eletricidade, mas ao desenvolvimento de armas nucleares.

Outro fator de grande preocupação é o destino do lixo atômico. A fissão nuclear gera lixo radioativo, que, se não for bem armazenado, pode ser extremamente prejudicial ao meio ambiente e à nossa saúde.

Por fim, é necessário considerar que lidar com material atômico é perigoso, pois há sempre o risco de que ocorram acidentes nucleares, como o de Chernobyl (Ucrânia) em 1986, considerado o maior da história. Recentemente, em 2011, um novo acidente ocorreu em Fukushima, no Japão.

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