Matrizes Energéticas – Fontes Não Renováveis de Energia

O principal exemplo de fontes não renováveis de energia são os combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural). Tais combustíveis são formados pela fossilização de animais e plantas num processo que dura milhões de anos. Apesar de não renováveis, são as fontes mais utilizadas em todo o mundo.

Há uma dificuldade em classificar a energia nuclear em relação à sua capacidade de renovação. Na prática, os elementos radioativos utilizados nos processos nucleares, como o urânio, não se renovam, mas por existirem em abundância em nosso planeta, há ainda um grande potencial para a produção de energia nuclear.

Vejamos um pouco mais sobre as fontes não renováveis.

– Petróleo: é o combustível fóssil com maior utilização e supre mais de 30% da demanda energética mundial. Seus derivados, a exemplo da gasolina e do diesel, são essenciais ao setor industrial e de transportes. Além de não renovável, a queima de combustíveis fósseis libera gases poluentes à atmosfera, o que, segundo pesquisas, intensifica o efeito estufa.          

– Carvão mineral: assim como o petróleo, é de grande importância para as matrizes enérgicas de todo o mundo. Estima-se que o carvão mineral supra cerca de 25% da demanda energética mundial. Sua queima também libera gases poluentes à atmosfera. 

Gás natural: é uma fonte bastante utilizada em todo o mundo (responde por cerca de 20% da demanda). Possui alguns fatores positivos que têm motivado a sua expansão: é mais barato e polui menos que o petróleo e o carvão. Seu uso abrange também a produção de energia elétrica, além da participação na produção industrial e no setor de transporte (como combustível).

Energia Nuclear: é a energia gerada em reações nucleares, sobretudo por meio dos processos de fissão e fusão. Atualmente, nas usinas nucleares, ocorre a produção de eletricidade através da fissão do urânio. É uma fonte alternativa, com grande potencial para o futuro, que não libera gases poluentes à atmosfera. Entretanto, traz alguns problemas, como a possibilidade de ocorrer acidentes nucleares, o risco de que a tecnologia seja utilizada para desenvolver armas atômicas e a dificuldade de armazenar o lixo atômico (muito prejudicial à nossa saúde e ao meio ambiente). A França, o Japão e os Estados são os países que mais utilizam a energia nuclear para a produção de eletricidade. Estima-se que 80% da energia elétrica da França provenham de reatores nucleares. No Japão, a porcentagem é de 30%. O Brasil possui as usinas nucleares Angra I e Angra II, localizadas no Rio de Janeiro, e continua investindo nessa tecnologia (Angra III está em desenvolvimento), embora a energia nuclear seja ainda pouco expressiva na matriz energética brasileira.

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