Matrizes Energéticas – Fontes Renováveis de Energia

O termo matrizes energéticas refere-se às diversas fontes utilizadas para a produção de energia. Em praticamente todas as áreas de uma sociedade, é necessário que haja fontes de energia disponíveis para a realização de tarefas básicas, desde a geração de eletricidade ao desenvolvimento do setor industrial. O setor de transportes, por exemplo, é extremamente dependente do uso de combustíveis.

Atualmente, as matrizes são destaque na geopolítica mundial. É essencial buscar meios de desenvolver fontes que não poluam o meio ambiente (energias limpas), que sejam viáveis do ponto de vista econômico e que não se esgotem (energias renováveis). Essa tendência está relacionada ao Desenvolvimento Sustentável.

Em relação ao seu potencial de renovação, as fontes de energia podem ser consideradas renováveis – quando os elementos básicos que as constituem não se esgotam no decorrer do tempo, renovando-se de forma cíclica; ou não renováveis – quando os elementos se esgotam ou têm renovação muito lenta.

MATRIZES RENOVÁVEIS

– Energia eólica: é a energia produzida pelo vento. Geralmente, a energia cinética do movimento das massas de ar se transforma em energia mecânica ou elétrica. No passado, os moinhos de vento utilizavam a energia eólica para moer grãos ou bombear água (transformação de energia cinética em mecânica). Atualmente, a energia do vento é utilizada para a geração de eletricidade nos parques eólicos. Muitos apontam a energia eólica como uma das mais promissoras fontes alternativas, devido ao seu potencial para gerar energia limpa e renovável.  A China, os Estados Unidos e a Alemanha são países que se destacam mundialmente no uso da energia eólica. No Brasil, o uso ainda é pequeno, mas há alguns parques eólicos importantes, como o Complexo Eólico do Alto do Sertão (na Bahia) e o Parque Eólico de Osório (no Rio Grande do Sul). Embora limpa e renovável, esta matriz apresenta alguns contras: exige alto investimento e está limitada a regiões onde venta muito. Além disso, como o ciclo dos ventos é naturalmente inconstante, é possível que não se produza o esperado.

– Energia solar: como sabemos, é a energia proveniente do sol. Pode ser utilizada para a geração de eletricidade nos painéis solares (com células fotovoltaicas). É renovável e limpa, mas seu uso é ainda pouco expressivo nas matrizes mundiais em decorrência do custo elevado e do rendimento relativamente baixo.

– Energia hídrica (ou energia hidrelétrica): é a principal fonte utilizada no Brasil para a produção de energia elétrica (supre cerca de 80% da demanda). Nas usinas hidrelétricas, a energia potencial da água (sobretudo de rios) aciona turbinas (se transforma em energia cinética) e, em seguida, por meio de geradores, é transformada em energia elétrica. A energia hídrica é uma fonte renovável e com alto rendimento. O principal problema é ainda o impacto ambiental: a construção de barragens inunda grandes extensões de área verde e provoca a perda da biodiversidade local.

– Biomassa: é a energia proveniente dos materiais orgânicos. Óleo vegetal, biocombustíveis, estrume do gado, resíduos florestais e até lixo urbano são exemplos de biomassa. O tipo de biomassa com maior representação são os biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel, que, além de renováveis, são menos poluentes em comparação aos derivados do petróleo.

– Energia geotérmica: é a energia proveniente do calor do interior da Terra. Geralmente é utilizada para a geração de eletricidade. É uma fonte alternativa renovável e pouco poluente, mas tem fatores negativos como o alto custo e o baixo rendimento. 

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