Musicais: Cabaret

CABARET (EUA, 1972) 
Direção e coreografia
: Bob Fosse
Roteiro: Jay Allen (baseado no musical Cabaret, de John Kander, Fred Ebb e Joe Masteroff)
Música: John Kander e Fred Ebb
Elenco: Liza Minnelli, Joel Grey, Michael York, Helmut Griem

Na Berlim do começo dos anos trinta, em plena ascensão nazista, a americana Sally Bowles (Liza Minnelli) trabalha como cantora no Kit Kat Club e sonha com fama e fortuna. Ao longo do filme, Sally forma um estranho triângulo amoroso com o acadêmico inglês Brian Roberts (Michael York) e o aristocrata alemão Maximilian von Heune (Helmut Griem).

Mas nada disso importa. Ou melhor: nada disso teria a força que tem, não fossem os bizarros números musicais apresentados no palco do Kit Kat Club. O Kit Kat Club, por sua vez, não seria o mesmo sem Joel Grey como Mestre de Cerimônias. Se a vida é um cabaré, Joel é o deus malévolo que rege o espetáculo – um deus de pó de arroz, batom vermelho, bengala e gravata-borboleta.

Willkommen, o número introdutório, é de fazer qualquer um se perguntar: “como assim?”. Joel divide o palco com as kit kat girls, dançarinas de aparência exótica e cara amarrada, numa coreografia insólita.

Muitos dos números musicais são usados para apresentar uma visão cômica e sarcástica dos acontecimentos da trama, apesar de se restringirem ao “universo paralelo” do Kit Kat Club. É o caso da hilária Money, money, cantada por Liza e Joel logo após o primeiro encontro entre Sally e o milionário Maximilian (“quando você for pedir um conselho/ ao pastorzinho gordo/ ele vai te dizer para amar sempre/ mas quando a fome vem bater/ toc toc toc toc, à janela/ olha só como o amor sai voando pela porta!”), e também de Two ladies, que satiriza o envolvimento de Maximilian com Sally e Brian (“duas mulheres/ e eu sou o único homem, ja!/ eu gosto/ elas gostam/ duas para um!”).

As interpretações solo de Liza, por outro lado, são mais intensas e emocionais, a exemplo da canção título do filme: “comece admitindo/ que do berço ao túmulo/ a estada não é muito longa/ a vida é um cabaré, velho amigo/ é só um cabaré, velho amigo/ e eu adoro um cabaré”.

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