Regionalização do Brasil – Integração Nacional e Criação do IBGE

INTEGRAÇÃO NACIONAL E CRIAÇÃO DO IBGE

No início do século XX, a economia do Brasil não se encontrava integrada. Economias locais e regionais se sobrepunham à economia nacional. Como exemplo, temos o Nordeste açucareiro, o Sudeste cafeeiro e a Amazônia extrativista – economias quase independentes à época. A economia nacional era, portanto, fragmentada e o poder se concentrava nas mãos das oligarquias regionais – estrutura que passou a ser chamada de arquipélago econômico.

Na década de 30, Getúlio Vargas, impulsionado por uma política de industrialização, tomaria um conjunto de medidas para fortalecer o poder central e para garantir a integração econômica do nosso país. Dentre elas, vale citar: a eliminação de impostos (barreiras alfandegárias) sobre produtos entre os estados, incentivando o comércio interestadual e inter-regional; o fim do direito que determinados estados possuíam de legislar sobre o comércio externo; e a realização de grandes investimentos na infraestrutura do país, como obras de alcance nacional nos campos dos transportes e das comunicações.

A integração econômica acabou por gerar a necessidade de conhecer melhor o país e de dividi-lo em regiões oficiais. A fim de obter dados estatísticos sobre o Brasil e de estabelecer uma divisão regional oficial, foi criado em 1938 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

AS PRIMEIRAS DIVISÕES OFICIAIS (1941 e 1945)

Durante a década de 40, o IBGE criou as primeiras divisões regionais oficiais. Em 1941, é feita uma divisão oficial bastante influenciada pela de 1913, mas com uma nomenclatura de regiões mais próxima da atual (Norte, Nordeste, Leste, Sul e Centro-Oeste). Entretanto, à medida que novos territórios se estruturavam, ocorriam mudanças na divisão, para que se acompanhasse o desenvolvimento do país.

Em 1942, o arquipélago de Fernando de Noronha se tornou Território Federal e, um ano depois, mais cinco territórios foram criados: Amapá, Rio Branco, Guaporé, Ponta Porã e Iguaçu. Assim, em 1945, a divisão de 1941 sofre algumas alterações para abarcar os novos territórios. Ocorreu também a conceituação de grandes regiões, regiões e zonas fisiográficas, bem como a criação de sub-regiões.

Em 1945, o Brasil estava assim dividido:

– Região Norte: Amazonas, Pará, Acre, Amapá, Rio Branco e Guaporé.

– Região Nordeste (Oriental): Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas e o território de Fernando Pessoa.

– Região Nordeste (Ocidental): Maranhão e Piauí.

– Região Leste (Setentrional): Sergipe e Bahia.

– Região Leste (Meridional): Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

– Região Sul: São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Iguaçu.

– Região Centro-Oeste: Mato Grosso, Goiás e Ponta Porã.

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