Resumo da Obra “Para a Crítica da Economia Política” – A Mercadoria

Obra: MARX, Karl. Para a crítica da economia política. In: ______. Os pensadores: Marx. São Paulo: Abril Cultural, 1985.

Livro I – Primeiro Capítulo: A Mercadoria

No primeiro capítulo do Livro I, Marx analisa a mercadoria e sua dupla existência como valor de uso e valor de troca.

Em linhas gerais, o valor de uso está diretamente ligado ao consumo, à satisfação de uma necessidade, e diz respeito às propriedades inerentes a determinada mercadoria, ao fim para o qual ela foi produzida. O trabalho que produz o valor de uso é trabalho particular (o padeiro produz pães, o sapateiro produz sapatos).

O valor de troca, por sua vez, é definido por Marx como a relação quantitativa em que valores de uso são trocáveis entre si. O trabalho que produz o valor de troca é trabalho abstratamente geral, isto é, ignoram-se as diferenças entre os diversos tipos de trabalho para que o valor de troca possa ser medido com base no tempo de trabalho e as mercadorias tornem-se equivalentes gerais. Assim, um par de sapatos pode ser trocado por dez pães, por exemplo. Pode-se dizer, então, que o trabalho é a única fonte do valor de troca e, por extensão, da riqueza, uma vez que esta se constitui de valores de troca.

A mercadoria só vem a ser valor de uso quando se efetiva como valor de troca e só se efetiva como valor de troca quando se confirma como valor de uso, ou seja, quando é alienada para então satisfazer uma necessidade particular.

Segundo Marx, o dinheiro é a mercadoria particular que apresenta o modo de ser adequado do valor de troca de todas as mercadorias, sendo ele uma cristalização do valor de troca das mercadorias formado no próprio processo de troca. O processo de troca, por sua vez, é também processo de formação do dinheiro.

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