Musicais: Dançando no Escuro

Quem não gosta de filmes musicais normalmente justifica sua aversão argumentando que “na vida real ninguém começa a cantar e dançar de repente”. Os detratores do gênero também o associam de imediato às tramas pueris e românticas características de sua Era de Ouro (final dos anos quarenta, anos cinquenta e início dos anos sessenta). Eles estão certos. E não estão.

Muitas vezes, o que se entende por um musical típico é, sim, “água com açúcar”. Sim, os atores cantam e dançam sem razão aparente, porque os números musicais são, em maior ou menor grau, o fio condutor da história – servem para avançar o enredo ou expressar o estado de espírito das personagens.

Existem, porém, musicais e musicais. Não há nada de errado com clássicos americanos como Cantando na Chuva (1952), Cinderela em Paris (1957), A Noviça Rebelde (1965) ou Minha Bela Dama (1964), por exemplo (sendo esse último especialmente incrível). Quero me ater, no entanto, a comentar alguns filmes que, por um motivo ou outro (contexto histórico, local de produção, estilo do realizador…), fogem ao estereótipo.

Esta postagem traz a primeira de uma série de sugestões de musicais “alternativos”. Atenção: pode conter spoilers!

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